ADIAMENTO DO XVII COLÓQUIO IBÉRICO DE GEOGRAFIA – SALAMANCA – 4 a 6 DE JULHO DE 2022

Caro(a)s colegas:

O objetivo desta comunicação é informar sobre as decisões da comissão organizador do XVII Colóquio Ibérico de Geografia. Esta Comissão decidiu adiar o colóquio para o ano de 2022 devido à incerteza da situação de saúde, até o final de 2020, e ao fato de que durante o ano de 2021 se irão realizar em Espanha e em Portugal os congressos nacionais da AGE e da APG, bem como a X Conferência Internacional de Geomorfologia da Associação Internacional de Geomorfologistas (IAG).

Assim, o colóquio irá realizar-se em Salamanca, de 4 a 6 de julho, de 2022. A Comissão entrará em contato, a partir do próximo ano, com todos os colegas já inscritos, para informar sobre os eixos e os temas, bem como sobre os novos prazos para o envio de comunicações. Da mesma forma, a Comissão irá, muito em breve, enviar uma proposta para a edição das comunicações que já foram recebidas.

Para manter o espírito de colaboração entre as duas organizações da Geografia Ibérica, será realizado em janeiro de 2021 um Encontro Ibérico de Geografia, com transmissão online, para todos os inscritos no colóquio, bem como para todos os membros. As informações sobre este evento serão divulgadas nos próximos meses.

Esperando que esta informação seja do seu interesse e que possamos contar com a sua participação no Colóquio de 2022, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

A Comissão organizadora

Responsáveis: José Manuel Llorente Pinto (Univ. Salamanca), Joaquín Farinós Dasí (AGE) y José Alberto Rio Fernandes (APG)

É possível manter um diferencial europeu no actual contexto globalizado e geopolítico internacional? Que papel desempenharão Espanha e Portugal na Europa? Este terceiro eixo visa recolher contributos centrados na questão de como o espaço ibérico, com as suas especificidades e diversidade interna, pode influenciar a definição do modelo e das políticas europeias para o horizonte de 2030 e como estas podem afetar o território. Especialmente para enfrentar dois grandes desafios: a manutenção do próprio projecto europeu e a transição para um novo modelo de desenvolvimento em conformidade com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e a nova Agenda Urbana.

Para o efeito, são propostas quatro linhas de reflexão e debate:

  • Que cenários/modelos para a Europa do horizonte 2030 do ponto de vista ibérico: o das metrópoles; o policêntrico; o da revalorização dos espaços rurais; um novo cenário urbano-rural.
    A questão suscita o debate em curso sobre uma política territorial europeia. Assim, os três primeiros cenários foram definidos, como alternativas, num recente projecto ESPON para os horizontes 2030 e 2050. O objectivo é obter provas e propostas sobre qual a mais adequada do ponto de vista ibérico, ou se uma de natureza alternativa for mais pertinente. Em suma, esperamos receber contribuições com reflexões e estudos de caso, de diferentes níveis, especialmente considerando o valor das políticas e ações que focalizam a dimensão territorial ("local-based").
  • A perspectiva ibérica na nova Política de Coesão Europeia 2021-2027: da negociação à emulação. Elementos e factores a ter em conta.
    O projecto de construção europeu tem-se baseado, especialmente em países como a Península Ibérica, na Política de Coesão, na PAC e na criação de corredores transeuropeus. Nesta linha temática, na qual também é possível redefinir o próprio conceito de coesão, o objectivo é obter provas dos efeitos que estas iniciativas tiveram a partir de diferentes abordagens ou das perspectivas futuras previstas: dotações e fundos, consequências territoriais e uma cultura de planeamento e avaliação dos instrumentos concebidos com base nos regulamentos dos fundos de coesão.
  • Novas formas de governação e de cooperação territorial em toda a região ibérica.
    Um dos efeitos das práticas incluídas no eixo anterior foi o surgimento e desenvolvimento de novas formas de concepção e aplicação de políticas, supostamente com maior capacidade de coordenação entre administrações, territórios e departamentos setoriais. A influência europeia tem sido sentida nos procedimentos e na forma como as políticas e acções são geridas. Em que medida e com que características específicas no caso ibérico, considerando diferentes escalas e áreas sectoriais?
  • Estratégias peninsulares transfronteiriças: o papel da Península Ibérica na configuração da nova "Petites Europe/s".
    juntamente com as estratégias integradas de desenvolvimento territorial local, das políticas de cooperação territorial; ambas dependem muito do contexto de cada país, que oferece diferentes níveis de actualização e desenvolvimento. A liderança comunitária é mais evidente nestas estratégias macrorregionais. Os exemplos são claros no centro e na SE da Europa. Que boas (ou menos boas) práticas nos podem ajudar a fazer melhor no futuro? Qual é a situação e as perspectivas no espaço ibérico?

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